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Espiritismo, um novo Amanhecer.

O Progresso

Encontramos, em nossos calendários datas comemorativas, como os dias 27 e 28 de junho; “Dia do Progresso”, e da “Renovação Espiritual”, respectivamente. Em se tratando de nossa Renovação Espiritual, muitos de nós quando nos conscientizamos desta necessidade, nos damos conta do grande esforço, muitas vezes, sobre-humanos que devemos efetuar a fim de lograrmos êxito nesta tarefa.

Costumamos, inclusive, confiar aos “bons espíritos”, ou até mesmo ao próprio Deus, a retirada da pedra em nosso caminho, sem refletirmos que na maioria das vezes estas pedras foram por nós mesmos colocadas em nossa trajetória.

“Seja o que Deus quiser”, “Ele proverá…” assim o dizemos. E aguardamos!

Jesus, há dois mil anos já nos advertia:

“Quem quiser vir após mim, tome sua cruz e siga-me”. Ou seja, “Faça por ti mesmo, que eu te ajudarei…”

A Codificação Espírita nos mostra claramente que a Evolução e/ou Renovação Espiritual é lei a ser cumprida, e deve ser exercida através do esforço de cada um de nós, fruto de nossas próprias observações e percepções, de forma consciente e lúcida.

Cremos que o grande leme propulsor desse crescimento seja, sobretudo; o AMOR, e o entrave; o EGOISMO. Como encontramos em o Evangelho Segundo o Espiritismo cap. XI itens 10 e 11.

10. Meus caros condiscípulos, os Espíritos aqui presentes vos dizem, por meu intermédio: “Amai muito, a fim de serdes amados.” E tão justo esse pensamento, que nele encontrareis tudo o que consola e abranda as penas de cada dia; ou melhor: pondo em prática esse sábio conselho, elevar-vos-eis de tal modo acima da matéria que vos espiritualizareis antes de deixardes o invólucro terrestre. Havendo os estudos espíritas desenvolvido em vós a compreensão do futuro, uma certeza tendes: a de caminhardes para Deus, vendo realizadas todas as promessas que correspondem às aspirações de vossa alma, Por isso, deveis elevar- vos bem alto para julgardes sem as constrições da matéria, e não condenardes o vosso próximo sem terdes dirigido a Deus o pensamento.

Amar, no sentido profundo do termo, é o homem ser leal, probo, consciencioso, para fazer aos outros o que queira que estes lhe façam; é procurar em torno de si o sentido íntimo de todas as dores que acabrunham seus irmãos, para suavizá-las; é considerar como sua a grande família humana, porque essa família todos a encontrareis, dentro de certo período, em mundos mais adiantados; e os Espíritos que a compõem são, como vós, filhos de Deus, destinados a se elevarem ao infinito. Assim, não podeis recusar aos vossos irmãos o que Deus liberalmente vos outorgou, porquanto, de vosso lado, muito vos alegraria que vossos irmãos vos dessem aquilo de que necessitais. Para todos os sofrimentos, tende, pois, sempre uma palavra de esperança e de conforto, a fim de que sejais inteiramente amor e justiça.

Crede que esta sábia exortação:

“Amai bastante, para serdes amados”

Mudastes tanto, em proveito vosso, que aceitais de boa mente, sobre a liberdade e a fraternidade, uma imensidade de idéias novas, que outrora rejeitaríeis. Ora, daqui a cem anos, sem dúvida aceitareis com a mesma facilidade as que ainda vos não puderam entrar no cérebro.

Hoje, quando o movimento espírita há dado tão grande passo, vede com que rapidez as idéias de justiça e de renovação, constantes nos ditados espíritas, são aceitas pela parte mediana do mundo inteligente. E que essas idéias correspondem a tudo o que há de divino em vós. E que estais preparados por uma sementeira fecunda: a do século passado, que implantou no seio da sociedade terrena as grandes idéias de progresso. E, como tudo se encadeia sob a direção do Altíssimo, todas as lições recebidas e aceitas virão a encerrar-se na permuta universal do amor ao próximo. Por aí, os Espíritos encarnados, melhor apreciando e sentindo, se estenderão as mãos, de todos os confins do vosso planeta. Uns e outros reunir-se-ão, para se entenderem e amarem, para destruírem todas as injustiças, todas as causas de desinteligências entre os povos.

Grande conceito de renovação pelo Espiritismo, tão bem exposto em O Livro dos Espíritos; tu produzirás o portentoso milagre do século vindouro, o da harmonização de todos os interesses materiais e espirituais dos homens, pela aplicação deste preceito bem compreendido: “Amai bastante, para serdes amados.” Sanson, ex-membro da Sociedade Espírita de Paris. (1863.)

O egoísmo 11. O egoísmo, chaga da Humanidade, tem que desaparecer da Terra, a cujo progresso moral obsta. Ao Espiritismo está reservada a tarefa de fazê-la ascender na hierarquia dos mundos. O egoísmo é, pois, o alvo para o qual todos os verdadeiros crentes devem apontar suas armas, dirigir suas forças, sua coragem. Digo: coragem, porque dela muito mais necessita cada um para vencer-se a si mesmo, do que para vencer os outros. Que cada um, portanto, empregue todos os esforços a combatê-lo em si, certo de que esse monstro devorador de todas as inteligências, esse filho do orgulho é o causador de todas as misérias do mundo terreno. E a negação da caridade e, por conseguinte, o maior obstáculo à felicidade dos homens.

Jesus vos deu o exemplo da caridade e Pôncio Pilatos o do egoísmo, pois, quando o primeiro, o Justo, vai percorrer as santas estações do seu martírio, o outro lava as mãos, dizendo: Que me importa! Animou-se a dizer aos judeus: Este homem é justo, por que o quereis crucificar? E, entretanto, deixa que o conduzam ao suplício.

É a esse antagonismo entre a caridade e o egoísmo, à invasão do coração humano por essa lepra que se deve atribuir o fato de não haver ainda o Cristianismo desempenhado por completo a sua missão. Cabem-vos a vós, novos apóstolos da fé, que os Espíritos superiores esclarecem, o encargo e o dever de extirpar esse mal, a fim de dar ao Cristianismo toda a sua força e desobstruir o caminho dos pedrouços que lhe embaraçam a marcha. Expulsai da Terra o egoísmo para que ela possa subir na escala dos mundos, porquanto já é tempo de a Humanidade envergar sua veste viril, para o que cumpre que primeiramente o expilais dos vossos corações. Emmanuel. (Paris, 1861.)

A afirmativa dos benfeitores da humanidade através de Allan Kardec é enfática: “Amai bastante, para serdes amados”… Madre Teresa de Calcutá, certa feita indagada a respeito da solução para os problemas terrestres, a resposta foi conclusiva; “Amar até doer”. Concluímos nós, que a exortação do Mestre Jesus fora perfeita; AMAR AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO, ora ligado diretamente às Leis Morais, que são regras constantes e invariáveis, que emanam de Deus e que têm por finalidade auxiliar o desenvolvimento da consciência do espírito. O Espiritismo coloca-as numa sequência crescente, tendo como início um ponto a partir do qual elas se desenvolvem em espiral (símbolo da evolução), fechando ciclos que as incluem, e a cada ciclo o espírito as retoma num nível superior, desenvolvendo-as em si próprio, e assim sucessivamente, na direção de um aperfeiçoamento infinito, que significa o alargamento da consciência.

Quanto ao Progresso, que está intimamente ligado com nossa Renovação, porquanto são os mesmos fatores que o engendra ou entrava-o, devemos estar atentos para que se faça em todos os momentos de nossa trajetória na terra.

Em O Livro dos Espíritos, na questão 781 temos o insigne codificador, Allan Kardec, questionando as entidades venerandas, pergunta-lhes;

É permitido ao homem deter a marcha do progresso?

-Não, mas pode entravá-la algumas vezes.

781-a – Que pensar dos homens que tentam deter a marcha do progresso?

-Pobres seres que Deus castigará; serão arrastados pela torrente que pretendem deter.

782 – Não há homens que entravaram o progresso de boa fé, acreditando favorecê-lo, porque o vêem segundo o seu ponto de vista e freqüentemente onde ele não existe?

-Pequena pedra posta sob a roda de um grande carro sem impedi-lo de avançar.

Conclui assim Kardec;

O homem não pode conservar-se indefinidamente na ignorância, porque tem de atingir a finalidade que a Providência lhe assinou. Ele se instrui pela força das coisas. As revoluções morais, como as revoluções sociais, se infiltram nas idéias pouco a pouco; germinam durante séculos; depois, irrompem subitamente e produzem o desmoronamento do carunchoso edifício do passado, que deixou de estar em harmonia com as necessidades novas e com as novas aspirações. Nessas comoções, o homem quase nunca percebe senão a desordem e a confusão momentâneas que o ferem nos seus interesses materiais. Aquele, porém, que eleva o pensamento acima da sua própria personalidade, admira os desígnios da Providência, que do mal faz sair o bem. São a procela, a tempestade que saneiam a atmosfera, depois de a terem agitado violentamente.

785. Qual o maior obstáculo ao progresso?

“O orgulho e o egoísmo. Refiro-me ao progresso moral, porquanto o intelectual se efetua sempre. À primeira vista, parece mesmo que o progresso intelectual reduplica a atividade daqueles vícios, desenvolvendo a ambição e o gosto das riquezas, que, a seu turno, incitam o homem a empreender pesquisas que lhe esclarecem o Espírito. Assim é que tudo se prende, no mundo moral, como no mundo físico, e que do próprio mal pode nascer o bem. Curta, porém, é a duração desse estado de coisas, que mudará à proporção que o homem compreender melhor que, além da que o gozo dos bens terrenos proporciona, uma felicidade existe maior e infinitamente mais duradoura.” (Vide: Egoísmo, cap. XII.)

Ao que Kardec acrescenta;

Há duas espécies de progresso, que uma a outra se prestam mútuo apoio, mas que, no entanto, não marcham lado a lado: o progresso intelectual e o progresso moral. Entre os povos civilizados, o primeiro tem recebido, no correr deste século, todos os incentivos. Por isso mesmo atingiu um grau a que ainda não chegara antes da época atual. Muito falta para que o segundo se ache no mesmo nível. Entretanto, comparando-se os costumes sociais de hoje com os de alguns séculos atrás, só um cego negaria o progresso realizado. Ora, sendo assim, por que haveria essa marcha ascendente de parar, com relação, de preferência, ao moral, do que com relação ao intelectual? Por que será impossível que entre o dezenove e o vigésimo quarto século haja, a esse respeito, tanta diferença quanta entre o décimo quarto século e o século dezenove? Duvidar fora pretender que a Humanidade está no apogeu da perfeição, o que seria absurdo, ou que ela não é perfectível moralmente, o que a experiência desmente.

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Texto: Cesar de Souza - 27 de Junho de 2010

Pelo Espírito ---

Postado pelo Eu, Espírita! em 28/06/2015

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