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Espiritismo, um novo Amanhecer.

DAR DE GRAÇA

Um grupo de senhoras ofereceu a Chico maravilhoso tapete.

– Trouxemos este tapete que tecemos para você com muito carinho.

– Minhas irmãs, nem sei como agradecer-lhes tamanha generosidade. É meu mesmo? Posso guarda-lo?

– Claro. E, por favor, não dê pra ninguém. É seu…

– Obrigado, queridas irmãs. Agora eu gostaria que as senhoras fizessem um grande favor, de imenso valor.

– Diga, Chico. Faremos o que desejar.

– É o seguinte: fiquem com este tapete, guardando-o em sua casa pra mim…

***

 proverbial o desprendimento de Chico, que sempre transferia para instituições ou necessitados os presentes que recebia.

Aqui, com um detalhe sugestivo:

Atendendo a recomendação das visitantes, que o impedia de dispor do presente, fez delas as depositárias.

Outro episódio ilustrativo envolve bem mais valioso, um automóvel novo, zero-quilômetro.

No momento em que Chico recebeu, chegava um comerciante.

Imediatamente entregou-lhe o carro, pedindo que o pagasse em macarrão para ser distribuído aos carentes.

Considerado, para fins editoriais, o autor dos quatrocentos e doze livros que psicografou, Chico Xavier estaria milionário se cobrasse por eles.

Nunca reivindicou um tostão.

Doava os direitos autorais a instituições espíritas, ressaltando, humilde, que era mero intermediário dos verdadeiros autores, os Espíritos desencarnados.

Se Chico guardasse apenas os presente que lhe ofereciam seria suficiente para deixar valioso patrimônio, o que não aconteceu porque, sistematicamente, até propriedades encaminhava a instituições beneficentes e pessoas carentes.

Seguia rigorosamente a recomendação de Jesus (Mateus, 10:8):

Dai de graça o que de graça recebestes.

E também a orientação de Kardec, expressa em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XXVI:

Quem pois, deseje comunicações sérias deve, antes de tudo, pedi-las seriamente e, em seguida, inteirar-se da natureza das simpatias do médium com os seres do mundo espiritual.

Ora, a primeira condição para se granjear a benevolência dos bons Espíritos é a humildade, o devotamento, a abnegação, o mais absoluto desinteresse moral e material.

Infelizmente essas recomendações nem sempre são observadas, principalmente quando dizem respeito aos médiuns de cura, que desenvolvem atividades em favor da saúde humana, mas à distância do estudo e da reflexão sobre suas atividades.

Atraem multidões, sempre dispostas a algo oferecer em dinheiro ou espécie aos seus benfeitores.

A tentação é grande.

Médiuns dotados de apreciáveis faculdades põem a perder seu trabalho, por se renderem ao desejo de recompensa da Terra, esquecidos de seus compromissos com o Céu.

Vivendo existência simples, sem luxos e facilidades, Chico foi um exemplo marcante para os médiuns dispostos a cumprir a sagrada tarefa, atento à recomendação de Kardec, no capítulo citado:

Procure, pois, aquele que carece do que viver, recursos em qualquer parte, menos na mediunidade; não lhe consagre, se assim for preciso, senão o tempo de que materialmente possa dispor.

Os Espíritos lhe levarão em conta o devotamento e os sacrifícios, ao passo que se afastam dos que esperam fazer deles uma escada por onde subam.

Fim.

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Richard Simonetti

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