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Espiritismo, um novo Amanhecer.

Dr. Bezerra de Menezes – o médico dos pobres

“Solidários, seremos união. Separados uns dos outros seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos”.

Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti nasceu em Riacho do Sangue, no Ceará, em 29 de agosto de 1831.

Foi chamado de “o Kardec brasileiro”, “o médico dos pobres”, lutou pelos direitos e liberdades dos espíritas, foi uma das personalidades públicas mais conceituadas do Brasil na segunda metade do século 19, e conseguiu dar uma nova orientação e ânimo ao Espiritismo no país.

O resultado de sua obra se estende até esse início de século 21, com a multiplicação de centros e comunidades espíritas que carregam, mais do que o seu nome, sua postura diante da vida e o esforço em ajudar o próximo sem esperar qualquer tipo de recompensa.

Canuto Abreu, um dos mais importantes historiadores do Espiritismo no Brasil, escreveu que outra missão, senão a vida pública o aguardava, não para que ele fosse coroado de louros, mas para que tivesse uma tarefa ainda mais importante, servindo ao seu país de uma forma que se mantém na memória e rende frutos até hoje.

Nessa época, o Espiritismo já começava a ter um grande destaque no país, e cada vez aumentava o interesse pelo assunto, atraindo mais e mais pessoas. Assim, em 1875 surgia a primeira edição brasileira de O Livro dos Espíritos, traduzido por Joaquim Carlos Travassos, que ofereceu um exemplar ao dr. Bezerra de Menezes. Segundo consta, Bezerra relatou o seguinte, ao ler o texto:

“Lia, mas não encontrava nada que fosse novo para meu espírito. Entretanto, tudo aquilo era novo para mim! Eu já tinha lido ou ouvido tudo o que se achava em O Livro dos Espíritos. Preocupei-me seriamente com este fato maravilhoso e a mim mesmo dizia: parece que eu era espírita inconsciente, ou, como se diz vulgarmente, de nascença”.

Ao mesmo tempo em que entrava em contato com o Espiritismo, Bezerra de Menezes continuava seu trabalho como médico, destacando-se por sua postura humanista, atendendo pessoas sem condições de pagar o tratamento e até mesmo indigentes.

Essa postura do “médico dos pobres” fica bem clara num texto em que ele fala sobre a atitude ideal de um médico: “O médico verdadeiro é isto: não tem o direito de acabar a refeição, de escolher a hora, de inquirir se é longe ou perto. O que não acode por estar com visitas, por ter trabalhado e achar-se fatigado ou por ser alta a noite, mau o caminho e o tempo, ficar perto ou longe do morro; o que sobretudo pede um carro a quem não tem com que pagar a receita, ou que diz a quem lhe chora à porta que procure outro – esse não é médico, é negociante da medicina, que trabalha para recolher capital e juros dos gastos da formatura”.

A adesão pública ao Espiritismo surgiu em 1886, com sua filiação à Federação Espírita Brasileira, e com um famoso discurso proferido no dia 16 de agosto daquele ano, no salão da Guarda Velha.

Alguns pesquisadores afirmam ainda que, com o pseudônimo de Max, ele começou a escrever para o jornal O Paiz em 1886; outros dizem que foi no ano seguinte. O mais importante, no entanto, é que os textos de Bezerra de Menezes chegam a ser considerados entre os mais importantes estudos filosóficos e doutrinários do Espiritismo no país, além de defenderem a doutrina de uma série de ataques que começava a sofrer.

Em 1890 e 91 foi vice-presidente da FEB, época em que também traduziu o livro Obras Póstumas, de Allan Kardec. Mas foi uma época em que Bezerra de Menezes esteve mais afastado da Federação, dedicando-se mais ao Grupo Ismael e aos estudos de Kardec e Roustaing.

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